quarta-feira, 5 de março de 2008

The Return

Mea culpa, sicuramente!

Nem quero contar os meses que passaram desde o último post no blog porque até tenho vergonha...fui adiando um dia, depois uma semana, meses... e eis-me de volta. Se é para durar não sei, só o tempo o dirá.

Mas o que é facto é que passou muito tempo, e no entanto, pouco há de novo para contar...

Comecei a trabalhar. Pensei eu que teria muito tempo livre, pelo menos ao fim de semana para por a escrita em dia, mas fui enganada pelos vilões laborais que me prenderam às masmorras da labuta diária (poético, não?!)

Estou em vésperas de exame para Ordem dos Advogados, e ao invés de estar a tentar perceber por que raio têm os advogados de dissertar duas horas a um sábado de manhã sobre ética (quando na realidade todos sabemos que mais cedo ou mais tarde todos acabamos corruptos), estou aqui a perder o meu tempo que me foge pelos dedos como grãos de areia com filosofises e politiquices encapuçadas...

Mas dada a dimensão profunda e o interesse que a Deontologia de facto despertou em mim, não podia deixar de fugir dela a sete pés, qual Rosa Mota do mundo ético jurídico...

Não foi um post de jeito, já fiz melhores, e voltarei a fazer muitos mais...mas quebrei o silêncio, e isso vale tudo...

Um até já sem duração conhecida...!

ler ao som de: o barulho irritante da ventoinha do meu computador (it was the best I could come up with given the pressure of posting something)

sábado, 8 de setembro de 2007

Pensamento do dia

God grant me the Serenity to accept the things I cannot change...

Courage to change the things I can...

and Wisdom to know the difference.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Ode a Roma

Não sabia muito bem o que escrever depois do último post, tão completo e intenso... And then it hit me...

Estava a ver as fotografias da minha primeira viagem a solo a Roma, no Verão de 2005... Fez-me pensar na vida, na maneira como as coisas se desenrolaram. Há dois anos estava eu ainda em Roma, a experienciar uma viagem sozinha pela primeira vez. Tinha 20 anos, mas já me sentia independente. Daí ter decidido embarcar naquela aventura sozinha. Apesar do medo inicial de "e se não fizer lá amigos" cedo caí em mim e me apercebi que com o meu feitio extrovertido (não bitchy como irias dizer) o fazer novas amizades não seria um desafio, mas um prazer, uma decorrência natural, e um dos propósitos da minha viagem. Ao olhar as fotos vejo-me mais nova, mais magra, e menos completa. Ainda não tinha vivido as grandes aventuras da minha juventude. Ou serei já uma mulher adulta? Estarei ainda in-between? Não sei bem, acho que é um misto ainda de juventude e vida adulta... Nem pouco nem séria demais. Vejo as fotos e recordo a excitação de percorrer a cidade sozinha, ou com os novos amigos feitos no curso de italiano. Senti-me mais independente do que nunca, porque uma coisa é andarmos sozinhos em Lisboa, home sweet home, outra coisa é partir à aventura da cidade desconhecida, da língua desconhecida... Amei isso tudo. Amei a cidade, amei a língua italiana, amei cada passeio que fiz aos fins de semana, amei com todo o meu ser todos os momentos da minha aventura. Recordo a primeira vez que vi o Colosseo, fiquei abismada. A primeira vez que vi o monumento a Vittorio Emmanuelle, logo no dia da minha chegada a Roma. Ainda hoje permanecem os meus monumentos favoritos de Roma, como boa estrangeira que serei sempre na cidade, aos olhos dos outros, mas nunca aos meus.

Pertenço a Roma, hoje, volvidos dois anos inteiros, mais do que nunca. No Verão do ano passado, como que a cumprir a tradição iniciada em 2006, voltei a Roma, aos mesmos locais, mesma escola, novos amigos, novas aventuras. Amar em Roma. Viver em Roma. Esse mês inesquecível que me perseguirá sempre na minha memória. Como dizia o anúncio, assim que aterrei naquele verão em Roma soube: "aqui vou ser feliz". E fui, como nunca o havia sido antes. Vi Roma com outros olhos, fiz amizades que ainda hoje duram, tal como as de 2005, mas aquelas mais fortes. Conheci-me a mim mesma na cidade, ri, chorei, dei gargalhadas, tive soluços incontroláveis e apreciei a minha querida e eterna cidade.

Em Fevereiro deste ano de 2007 voltei, porque já estava há muitos meses sem me "sentir em casa". E foi tão bom voltar. Deixei de me sentir deslocada em Roma. Passsei como se tudo fosse meu, porque na realidade o era. Voltei a sentir o romance em cada Via, o prazer em cada Strada, tudo em Roma me envolveu novamente. O inverno frio que se fazia sentir em Roma foi aquecido pelo fogo com que a cidade me preencheu.

E este Verão, como já sabes, voltei. Porque um Verão sem Roma, sem me lembrar das alegrias, das aventuras, dos amigos e dos esquecidos, do Termini e do Ivo a Trastevere, do amor... não é Verão.

Dizem que as paixões de Verão nunca chegam à estação fria. Dizem que sim... mas isso nunca será verdade comigo... e com Roma.


ler ao som de: Rodrigo Leão - Cinema (uma das músicas que mais me inspira a escrever)

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

BACK !

Hoje, dia 23 de Agosto, actualizo com grande pena este pequeno pedaço de Bohemia cibernáutica. Com pena porque estou de regresso a casa. Voltei. Este foi o balanço dos últimos dias.

[Madrid]
Aqui descobri como a cidade superou em larga as minhas expectativas. Tinha uma ideia pré-concebida totalmente errada, que Espanha não me agradaria. Enganei-me redondamente, e ainda bem que fiz esta viagem à capital espanhola, e que ela própria, com as suas praças e monumentos e vida e salero me demonstrou que estava errada.
Eu e a Jana fomos passar um dia a Segovia, a cerca de uma hora de Madrid. Lá reencontrei velhos amigos do meu primeiro curso de italiano em Roma em 2005. Foi como voltar um pouco atrás no tempo, recordar velhas histórias, velhos passeios, velhas memórias... Nessa madrugada dormimos no aeroporto, uma experiência totalemente inovadora para mim. Saquei do saco-cama e repimpámo-nos no chão do Terminal 1 de Madrid-Barajas, juntamente com cerca de cem ou talvez mais viajantes que escolhem o chão frio do aeroporto como a opção mais económica de dormitar algumas horas antes dos voos para os seus destinos eleitos. Escusado será dizer que nem duas horas dormi, fiquei-me pela hora e meia...


ler ao som de: Alejandro Sanz - Corazón Partio


[Roma]
Ah, la mia città... Poderia escrever tantas linhas sobre Roma que penso que o melhor mesmo será começar a sintetizar, senão os meus leitores bohemios ficam fartos depressa!
Voltar a Roma é como voltar ao meu passado e ao mesmo tempo ao meu futuro. Relembro em Roma todas as histórias que ali vivi, todos os recantos da cidade que "só eu" sei, todas as tardes passadas em frente ao Il Vittoriano, aquele que será sempre um dos meus monumentos e momentos favoritos. Em Roma lembrei-me de um post num blog amigo (http://reversivel.blog.sapo.pt/)... E se eu o encontrasse em Roma, entre as minhas memórias e o meu presente?
Na nossa última noite em Roma, resolvemos cumprir uma tradição que me acompanha há já dois anos... Frascati! Pegámos em nós, metemo-nos no combóio para lá e na vila comprámos porchetta, salami, pão, batatas fritas e claro...vino! Quando regressámos a Roma era quase meia-noite e uma garrafa de vinho dividia-se entre os nossos estômagos. Foi com alguma dificuldade que chegámos ao quinto-andar do hostel na Via Cavour. Jana regressou muito cedo à Alemanha, eu ainda me pude deliciar com algumas horas de sono/ressaca, antes de apanhar o Leonardo Express para o aeroporto de Fiumicino, rumo a Bratislava.

ler ao som de: Ornella Vanoni - Appuntamento


[Vienna]
Após um autocarro de hora e meia de Bratislava, na Eslováquia, lá cheguei a Vienna. Reencontrei-me com o David, esse amigo de sempre como costumo dizer. Em Vienna tive os dias só para mim, o que é o mesmo que dizer que dormi até horas bastante decentes para quem está de férias, e vesti a pele de turista durante o dia. Durante a noite deixei-me guiar pelo David, que se transforma em quase nativo pela cidade, conhecendo os bares, restaurantes, gelatarias e paragens de metro para onde devemos ir ou não ir (como Karlsplatz!). Conheci uns colegas dele muito fixes, os quais contribuiram bastantes para animar a minha estadia em Vienna. Michael, Claudia e Dilara, thumbs up for you, guys!



[Budapeste]
Rresolvemos os cinco fantásticos ir passar o fim de semana a Budapest. Apesar de terem estado quase 40ºC, como de resto já não era novidade para mim, a cidade não me fascinou como eu pensava que fascinaria. Ficámos no lado Pest e durante o dia passeámos no lado Buda. Andámos bastante, deliciámo-nos na única noite que lá passámos com um Wiener Schnitzel do tamanho de uma pizza gigante, no restaurante Fatál, muito conhecido pelo budapestenses (?Tenho a certeza que eles não se chamam assim, mas enfim), e saíamos pela madrugada fora na discoteca Rio...


ler ao som de: Yves Larock - Rise up

back to Vienna

My last days in Wien... Passeei, tentando não olhar para o relógio muitas vezes pois sentia o tempo a passar cada vez mais rápido, e como passar do tempo aproximar-se-ia também o meu mentalmente adiado retorno a casa. O último momento que recordo em Vienna foi o almoço com os Fantastic Four (Claudia was missing) num parque, em estilo pic-nic, em frente aos edifícios das Nações Unidas, no Vienna International Center.




»» Back to Reality««


Depois de uma noite não dormida no aeroporto de Frankfurt-Hahn e no avião da Ryanair, cheguei a Faro. O plano inicial de uns dias passados com os meus amigos especial não se concretizou, e em vez disso foi presenteada com um mini tour em Quarteira. Desde a pastelaria Beira-Mar, que me deliciou com um pequeno almoço que há muito tempo não tomava (não só a tosta mista em pão caseiro e um pastel de nata óptimo, mas como a própria refeição... ser estudante é mesmo ser pobre :p), até a um dos meus restaurantes favoritos lá em baixo, o Búzios, que me fez gostar de peixe para além do sushi...
E nada como a seguir ao almoço deitarmo-nos à borda da piscina a gozar do sol quente do sul algarvio. Graças ao Nuno ainda me consegui bronzear horas antes de voltarmos para Lisboa :-)
Após três horas ou talvez menos de viagem, chegámos a minha casa. Foi muito estranho voltar, principalemnte porque eu sabia o que isso implicava. O voltar = o não partir... e o começar a contar os dias para o início de uma nova fase: o trabalho!
Depois de um jantarzinho caseiro, ainda houve tempo para umas fotos no carro com o Nuno, hora a que ele rumou de novo ao sul e eu caí na cama como há muito tempo não fazia. Resultado: doze horas sleeping in wonderland.

ler ao som de: Chambo - Pokito a poco


Balanço: POSITIVÍSSIMO! Madrid me encanta! Roma ti amo! Wien war erstaunlich

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Madrid me mata! (dia uno)

Cheguei a solo espanhol pouco passava do meio dia, hora local. Como tem sido hábito nas companhias aéreas low cost, o voo partiu atrasado de Lisboa, e chegou antes do tempo a Madrid. Encontrei-me com a Jana, a minha companheira alema de viagens no metro do aeroporto de Barajas. Dirigimo-nos ao centro para fazer o check in no nosso hostel, Bull's Hostel. Apesar das peripécias que mais tarde contarei para nao estragar o cenário idílico da nossa chegada, o dia correu maravilhosamente bem.

Depois de uma hamburgesa no topo do El Corte Inglès, um conceito de lojas desconhecido até entao para a Jana, percorremos literalmente loja a loja da zona do Sol, mais concretamente na Calle de los Preciados. Após alguma inquitacao da minha carteira, lá fiz a primeira compra: uns sapatos prateados de salto alto em saldo!!! O sonho de qualquer chica, claro!

Continuámos a passear, passamos pela Plaza del Oriente, onde nos sentámos a descansar, (já eram 7 da tarde e o sol...esse... pareciam umas 3 da tarde de Lisboa - a minha amada cidade) e apanhámos algum sol (quite a lot!).

Seguimos para o Palacio Real, que me impressionou de uma maneira que nao sei descrever. Depois introduzo as fotos quando voltar a casa.

Fomos jantar na zona de La Latina, comemos uma light meal e dirigimo-nos para o hostel, porque o nosso dia tinha começado bem cedo! A Jana já dorme, eu estou com insónias, e como fiel escritora que sou, vim partilhar as novidades com os poucos, mas bons, leitores das BOhemian Travels.

Resumo do dia: Madrid me mata! Andei tanto que nao sei como ainda tenho pés!

Hasta mañana!


ler ao som de: E viva la España!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Time to go...

Viagens mesmo à porta. Mala feita e pronta para partir. Aquele sentimento de ir à descoberta do desconhecido. Aquela sensação de ter esquecido algo em casa. Levar a emoção nas mãos e a máquina digital na mochila. Partir. Olhar para trás?

Next Bohemian Travels:
10-13 Agosto: Madrid
13-15 Agosto: Roma
15-21 Agosto: Viena
(17-19 Agosto: weekend at the unknown yet)
22-... Agosto: Última paragem pelo Algarve

Tô no ir, mais uma vez. My summer, my vacations, my cities, my friends. Let's boogie till it's dawn. Party, fiesta!!


ler ao som de: Baby G - Reggae night fever

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

The farewell

Ontem despedi-me de um amigo que vai estudar para fora uns poucos de anos... Chegou a hora dele voar para além do Atlântico e conquistar as terras perdidas da Califórnia.

E com essa despedida pus-me a pensar como será a minha despedida. Vou-me despedir da vida de estudante, que apesar de sempre a dizer maldita, na realidade nunca a foi, pelo contrário, tenho a certeza que foram os melhores anos da minha vida até agora. Fiz amigos e inimigos, formei o meu carácter e o meu saber, apaixonei-me e amei, e chorei e deprimi... Vou-me despedir do Verão, pois quando voltar de férias o Verão tal como eu o conheço terá chegado ao fim, pois a 3 de Setembro começo a labuta diária. Vou-me despedir de amigos que deixarei espalhados pela Europa, e que não sei quando os tornarei a ver.

Tanta coisa que vou ter de deixar para trás, a que não poderei dar tanta atenção como dava, nem dispender o tempo que dispendia até há bem pouco tempo atrás. Mas as minhas verdadeiras férias vêm aí, e com elas viagens até sítios nunca ou tantas vezes visitados. O reencontro com os amigos de sempre, de ontem e de amanhã, tanta coisa...

ler ao som de: Pólo Norte - Partir
(não sei bem se é o nome da música, mas o refrão basicamente é: Parto sem saber, sem saber se sou capaz, deixo tudo para trás, e vou para longe, para longe... Se lá vou ficar, o destino irá dizer...)