God grant me the Serenity to accept the things I cannot change...
Courage to change the things I can...
and Wisdom to know the difference.
sábado, 8 de setembro de 2007
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Ode a Roma
Não sabia muito bem o que escrever depois do último post, tão completo e intenso... And then it hit me...
Estava a ver as fotografias da minha primeira viagem a solo a Roma, no Verão de 2005... Fez-me pensar na vida, na maneira como as coisas se desenrolaram. Há dois anos estava eu ainda em Roma, a experienciar uma viagem sozinha pela primeira vez. Tinha 20 anos, mas já me sentia independente. Daí ter decidido embarcar naquela aventura sozinha. Apesar do medo inicial de "e se não fizer lá amigos" cedo caí em mim e me apercebi que com o meu feitio extrovertido (não bitchy como irias dizer) o fazer novas amizades não seria um desafio, mas um prazer, uma decorrência natural, e um dos propósitos da minha viagem. Ao olhar as fotos vejo-me mais nova, mais magra, e menos completa. Ainda não tinha vivido as grandes aventuras da minha juventude. Ou serei já uma mulher adulta? Estarei ainda in-between? Não sei bem, acho que é um misto ainda de juventude e vida adulta... Nem pouco nem séria demais. Vejo as fotos e recordo a excitação de percorrer a cidade sozinha, ou com os novos amigos feitos no curso de italiano. Senti-me mais independente do que nunca, porque uma coisa é andarmos sozinhos em Lisboa, home sweet home, outra coisa é partir à aventura da cidade desconhecida, da língua desconhecida... Amei isso tudo. Amei a cidade, amei a língua italiana, amei cada passeio que fiz aos fins de semana, amei com todo o meu ser todos os momentos da minha aventura. Recordo a primeira vez que vi o Colosseo, fiquei abismada. A primeira vez que vi o monumento a Vittorio Emmanuelle, logo no dia da minha chegada a Roma. Ainda hoje permanecem os meus monumentos favoritos de Roma, como boa estrangeira que serei sempre na cidade, aos olhos dos outros, mas nunca aos meus.
Pertenço a Roma, hoje, volvidos dois anos inteiros, mais do que nunca. No Verão do ano passado, como que a cumprir a tradição iniciada em 2006, voltei a Roma, aos mesmos locais, mesma escola, novos amigos, novas aventuras. Amar em Roma. Viver em Roma. Esse mês inesquecível que me perseguirá sempre na minha memória. Como dizia o anúncio, assim que aterrei naquele verão em Roma soube: "aqui vou ser feliz". E fui, como nunca o havia sido antes. Vi Roma com outros olhos, fiz amizades que ainda hoje duram, tal como as de 2005, mas aquelas mais fortes. Conheci-me a mim mesma na cidade, ri, chorei, dei gargalhadas, tive soluços incontroláveis e apreciei a minha querida e eterna cidade.
Em Fevereiro deste ano de 2007 voltei, porque já estava há muitos meses sem me "sentir em casa". E foi tão bom voltar. Deixei de me sentir deslocada em Roma. Passsei como se tudo fosse meu, porque na realidade o era. Voltei a sentir o romance em cada Via, o prazer em cada Strada, tudo em Roma me envolveu novamente. O inverno frio que se fazia sentir em Roma foi aquecido pelo fogo com que a cidade me preencheu.
E este Verão, como já sabes, voltei. Porque um Verão sem Roma, sem me lembrar das alegrias, das aventuras, dos amigos e dos esquecidos, do Termini e do Ivo a Trastevere, do amor... não é Verão.
Dizem que as paixões de Verão nunca chegam à estação fria. Dizem que sim... mas isso nunca será verdade comigo... e com Roma.
ler ao som de: Rodrigo Leão - Cinema (uma das músicas que mais me inspira a escrever)
Estava a ver as fotografias da minha primeira viagem a solo a Roma, no Verão de 2005... Fez-me pensar na vida, na maneira como as coisas se desenrolaram. Há dois anos estava eu ainda em Roma, a experienciar uma viagem sozinha pela primeira vez. Tinha 20 anos, mas já me sentia independente. Daí ter decidido embarcar naquela aventura sozinha. Apesar do medo inicial de "e se não fizer lá amigos" cedo caí em mim e me apercebi que com o meu feitio extrovertido (não bitchy como irias dizer) o fazer novas amizades não seria um desafio, mas um prazer, uma decorrência natural, e um dos propósitos da minha viagem. Ao olhar as fotos vejo-me mais nova, mais magra, e menos completa. Ainda não tinha vivido as grandes aventuras da minha juventude. Ou serei já uma mulher adulta? Estarei ainda in-between? Não sei bem, acho que é um misto ainda de juventude e vida adulta... Nem pouco nem séria demais. Vejo as fotos e recordo a excitação de percorrer a cidade sozinha, ou com os novos amigos feitos no curso de italiano. Senti-me mais independente do que nunca, porque uma coisa é andarmos sozinhos em Lisboa, home sweet home, outra coisa é partir à aventura da cidade desconhecida, da língua desconhecida... Amei isso tudo. Amei a cidade, amei a língua italiana, amei cada passeio que fiz aos fins de semana, amei com todo o meu ser todos os momentos da minha aventura. Recordo a primeira vez que vi o Colosseo, fiquei abismada. A primeira vez que vi o monumento a Vittorio Emmanuelle, logo no dia da minha chegada a Roma. Ainda hoje permanecem os meus monumentos favoritos de Roma, como boa estrangeira que serei sempre na cidade, aos olhos dos outros, mas nunca aos meus.
Pertenço a Roma, hoje, volvidos dois anos inteiros, mais do que nunca. No Verão do ano passado, como que a cumprir a tradição iniciada em 2006, voltei a Roma, aos mesmos locais, mesma escola, novos amigos, novas aventuras. Amar em Roma. Viver em Roma. Esse mês inesquecível que me perseguirá sempre na minha memória. Como dizia o anúncio, assim que aterrei naquele verão em Roma soube: "aqui vou ser feliz". E fui, como nunca o havia sido antes. Vi Roma com outros olhos, fiz amizades que ainda hoje duram, tal como as de 2005, mas aquelas mais fortes. Conheci-me a mim mesma na cidade, ri, chorei, dei gargalhadas, tive soluços incontroláveis e apreciei a minha querida e eterna cidade.
Em Fevereiro deste ano de 2007 voltei, porque já estava há muitos meses sem me "sentir em casa". E foi tão bom voltar. Deixei de me sentir deslocada em Roma. Passsei como se tudo fosse meu, porque na realidade o era. Voltei a sentir o romance em cada Via, o prazer em cada Strada, tudo em Roma me envolveu novamente. O inverno frio que se fazia sentir em Roma foi aquecido pelo fogo com que a cidade me preencheu.
E este Verão, como já sabes, voltei. Porque um Verão sem Roma, sem me lembrar das alegrias, das aventuras, dos amigos e dos esquecidos, do Termini e do Ivo a Trastevere, do amor... não é Verão.
Dizem que as paixões de Verão nunca chegam à estação fria. Dizem que sim... mas isso nunca será verdade comigo... e com Roma.
ler ao som de: Rodrigo Leão - Cinema (uma das músicas que mais me inspira a escrever)
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