A viagem de hoje foi literalmente ao passado. Meti-me no combóio e rumei a Lisboa. Já não fazia isto há quase cinco anos... ainda assim nada mudou. O dia estava lindo, um céu azul como há muitos dias não via, uma temperatura nem muito quente nem muito fria, um vento de vez em quando que nos faz sentir vivos. Cheguei a Lisboa. Apanhei o metro e saí na Baixa. Como pode haver lugar mais agradável para se passear durante as férias de Verão? Ainda me lembro, era miúda, e ia com as amigas para a Baixa "ver as lojas baratinhas", lembro-me mesmo de uma loja, que ninguém nunca soube o nome, a "loja das calças, do Sr. Manuel", que vendia calças de ganda sempre a 30€, e ainda podíamos mandar fazer por medida. Foi uma loja que passou de geração: vejo agora as "miúdas" a fazerem fila para entrarem naquele espaço mínimo que nem 20m2 deve ter...
Mas segui pela Baixa, passei pelo Rossio... e dei por mim a sorrir. De novo aquele sentimento que Lisboa desperta em mim. Digam o que disserem, mesmo que seja eu a dizê-lo: Lisboa é linda, é a realidade de there's no place like home. Tenho hoje, após 22 anos de vida sempre passados na capital a certeza absoluta disso. Mesmo que uma Roma ou um Paris aí venham e passem a figurar na minha morada, Lisboa será sempre Lisboa.
Mas segui pela Baixa, passei pelo Rossio... e dei por mim a sorrir. De novo aquele sentimento que Lisboa desperta em mim. Digam o que disserem, mesmo que seja eu a dizê-lo: Lisboa é linda, é a realidade de there's no place like home. Tenho hoje, após 22 anos de vida sempre passados na capital a certeza absoluta disso. Mesmo que uma Roma ou um Paris aí venham e passem a figurar na minha morada, Lisboa será sempre Lisboa.
No caminho de regresso para casa, deparei-me com uma imagem perfeita para uma fotografia,
claro que não a captei porque não levei a máquina... um avô a ensinar o neto a andar de bicicleta, mesmo ali, em Algés, numas estradas praticamente desertas. Dei por mim a recuar mentalmente para o meu passado, o meu avô e a minha bicicleta. God, como estamos velhos, como o tempo passa a correr por nós...ainda ontem me esfolava a aprender a andar sem as rodinhas de trás... E hoje... hoje.... Lembrei-me da minha infância, onde tudo era tão simples, não tínhamos preocupações nem decisões a tomar; ou melhor, a única decisão era "como vou vestir hoje a minha Barbie" ou "com quem vou hoje brincar na praia ou na piscina". Não conhecíamos o amor que não aquele pelos nossos pais, mas a amizade era um valor muito mais sagrado do que hoje, com 22 anos, a vejo. Era intocável, como uma relíquia que encontramos num filme do Indiana Jones...
claro que não a captei porque não levei a máquina... um avô a ensinar o neto a andar de bicicleta, mesmo ali, em Algés, numas estradas praticamente desertas. Dei por mim a recuar mentalmente para o meu passado, o meu avô e a minha bicicleta. God, como estamos velhos, como o tempo passa a correr por nós...ainda ontem me esfolava a aprender a andar sem as rodinhas de trás... E hoje... hoje.... Lembrei-me da minha infância, onde tudo era tão simples, não tínhamos preocupações nem decisões a tomar; ou melhor, a única decisão era "como vou vestir hoje a minha Barbie" ou "com quem vou hoje brincar na praia ou na piscina". Não conhecíamos o amor que não aquele pelos nossos pais, mas a amizade era um valor muito mais sagrado do que hoje, com 22 anos, a vejo. Era intocável, como uma relíquia que encontramos num filme do Indiana Jones...Vinte e dois anos passados, tenho noção que a viagem ao passado que fiz hoje a farei daqui a dez ou vinte anos... lembrando-me do que agora é hoje, e na altura será ontem. Enquanto esse futuro desconhecido e incerto não chega, lembro-me de hoje... só de hoje...
ler ao som de: Israel Kamakawiwo - Somewhere over the rainbow/What a wonderful world
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