A minha partida, desta vez de férias, está cada vez mais próxima. No entanto, apesar de ir de férias no verdadeiro sentido da palavra, não sinto que seja esse o objectivo da minha viagem. Tenciono conhecer novas coisas, fazer um pouco de sight-seeing e isso tudo, mas acima de tudo preciso de me re-descobrir. Porque na realidade sim, estou perdida, e ainda não me encontrei.
E cheguei a essa brilhante conclusão apenas há pouco tempo. Andei tantos meses com a minha cabeça, com todas as minhas energias e atenção focadas em acabar o curso, que nem dei conta que o tempo não passou só pelos outros, mas passou por mim também. E eu esqueci-me de mim, de tratar de mim, de cuidar de mim. De ser eu. Fui a aluna, a filha, a amiga, mas não consegui ser eu, o tempo ultrapassou-me pela direita e nem sequer uma multa apanhou. Chegou a hora de voltar a pôr os pontos nos iis.
Vou passar por várias cidades, com várias companhias de viagem. Em todas elas espero aprender algo novo sobre mim, ou relembrar algo esquecido. Afinal eu sou eu, e por muito "lili canecesco" que isso pareça, não é assim tão fácil de descortinar... É bem difícil até! Por isso vou partir, à aventura como de vez em quando faço, e quando voltar, espero trazer boas novas: mais energia para enfrentar o futuro difícil que em Lisboa me espera, coragem para saber aceitar os desafios que avizinho no meu futuro e acima de tudo, a razão qual fulcral para a minha partida, trazer-me de volta. De volta a tudo: às noitadas, ao trabalho intenso, ao jogo de cintura que anda meio perdido em mim (mas que ainda assim, o sei tão bem como se o tivesse usado ontem pela última vez), o charme que de vez em quando teima em aparecer (e que já me salvou tantas vezes de um destino quase pior do que a morte: a derrota), em suma... EU.
E cheguei a essa brilhante conclusão apenas há pouco tempo. Andei tantos meses com a minha cabeça, com todas as minhas energias e atenção focadas em acabar o curso, que nem dei conta que o tempo não passou só pelos outros, mas passou por mim também. E eu esqueci-me de mim, de tratar de mim, de cuidar de mim. De ser eu. Fui a aluna, a filha, a amiga, mas não consegui ser eu, o tempo ultrapassou-me pela direita e nem sequer uma multa apanhou. Chegou a hora de voltar a pôr os pontos nos iis.Vou passar por várias cidades, com várias companhias de viagem. Em todas elas espero aprender algo novo sobre mim, ou relembrar algo esquecido. Afinal eu sou eu, e por muito "lili canecesco" que isso pareça, não é assim tão fácil de descortinar... É bem difícil até! Por isso vou partir, à aventura como de vez em quando faço, e quando voltar, espero trazer boas novas: mais energia para enfrentar o futuro difícil que em Lisboa me espera, coragem para saber aceitar os desafios que avizinho no meu futuro e acima de tudo, a razão qual fulcral para a minha partida, trazer-me de volta. De volta a tudo: às noitadas, ao trabalho intenso, ao jogo de cintura que anda meio perdido em mim (mas que ainda assim, o sei tão bem como se o tivesse usado ontem pela última vez), o charme que de vez em quando teima em aparecer (e que já me salvou tantas vezes de um destino quase pior do que a morte: a derrota), em suma... EU.
Daqui a pouco mais de um mês já terei, assim o espero, as tais boas novas. Daqui a pouco mais de um mês já serei eu outra vez, sem pressas, nem correrias, nem ânsias de alcançar um futuro ainda por alcançar no horizonte. Serei eu. E basta! :-)
ler ao som de: The Gift - Me, myself & I
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